15 dicas sobre alimentação dos bebês

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Por: Joyce Trajano




A partir do sexto mês já é possível introduzir alimentos novos ao bebê. Até aqui o pequeno se fartou com o leite materno, mas a partir de agora ele precisa de algumas vitaminas, minerais e outros nutrientes que só serão encontrados em outros alimentos. Seu pequeno está crescendo!

Além disso, aos 6 meses a criança entra num processo de transição que tem uma grande influência na formação dos hábitos alimentares. É neste período que se define o comportamento e a relação com a dieta para o resto da vida.

Pensando na dificuldade que muitas mães enfrentam nesse período de transição, elaboramos uma lista com algumas dicas que serão úteis nessa fase.


  • A partir de agora, você já pode introduzir no cardápio: frutas, hortaliças e carnes

  • Não existe comida de bebê. Toda receita pode ser adaptada para as crianças.

  • Evite bater toda a comida do pequeno, alimentos líquidos prejudicam o paladar, pois a criança tem dificuldade em distinguir os sabores e texturas dos alimentos. Prefira amassar ou desfiar os alimentos.

  • Evite cozinhar demais os alimentos. O calor excessivo do cozimento favorece a perda de nutrientes e a textura dos alimentos fica pouco apetitosa. Além disso, comida molenga não estimula os músculos orais.

  • Os temperos podem ser utilizados com moderação e bom senso, pois a digestão dos pequenos não está totalmente amadurecida e o uso excessivo pode desenvolver irritações gástricas, por conta da falta de algumas enzimas importantes no processamento de determinados temperos.

  • Diversifique o cardápio, assim o bebê desenvolverá uma maior aceitação a novos ingredientes para o resto da vida.

  • Qualquer alimento novo deve ser oferecido de forma gradual e em pequenas quantidades. Não exagere!

  • Não precisa ficar assustada caso a criança recuse algum alimento novo. O melhor a fazer é insistir algumas vezes (de 8 a 10 tentativas) para que ela se acostume com o sabor, caso a rejeição continue... dê um tempo e volte a insistir depois que seu pequeno crescer mais um pouquinho.

  • Não se preocupe com as caretas ou o travamento da boquinha, essas são atitudes comuns na fase de transição. Na verdade, esse comportamento está ligado diretamente à sobrevivência da espécie, já que no início da vida, temos preferência pelo gosto adocicado, pois ele indica a segurança de um alimento muito conhecido pelo bebê: o leite materno. Além disso, na natureza a maioria das plantas tóxicas e venenosas são amargas; e o gosto azedo indica que o alimento passou do ponto. Instintivamente o bebê tem medo desses gostos por uma questão de defesa (claro, que com muita paciência e carinho você conseguira mudar tais sensações).

  • Não distraia seu filho para enfiar a colherada goela abaixo sem que ele note. Essa atitude faz com que a criança não perceba o que está comendo e isso não é legal, pois transforma a refeição em um momento confuso, e dificulta a aceitação de novos alimentos. O foco nesse momento deve ser a própria alimentação.

  • Use o cadeirão. Ele oferece mais segurança e colabora para a boa postura do bebê durante as refeições.

  • Não fique tão estressada com o fato de seu filho se lambuzar durante as refeições. Isto é uma lição de educação alimentar, mas o excesso de cuidados com a limpeza pode gerar ojerizas à mesa anos depois.

  • Faça as refeições sempre à mesa. Além de desenvolver o hábito de todos da família comerem juntos (pelo menos nas principais refeições), você também evita a possibilidade da criança engasgar, uma vez que sua atenção fica mais direcionada para o pequeno.

  • É importante observar o tamanho do talher usado, ele deve ser adequado à cavidade oral da criança. Dê preferência aos talheres de plástico ou aqueles mais arredondados para não ferir a criança.

  • Não encher muito a colher e pousá-la no prato enquanto o pequeno mastiga ressalta que a hora de comer deve ser um ato tranquilo e sossegado.



(Fonte: Guia descomplicado da alimentação infantil. Editora Abril.2012)

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