Pediatra… E agora? Como escolher?

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Por: Joyce Trajano



Após o nascimento da Vicky minha primeira preocupação foi exatamente esta... quem seria o pediatra que acompanharia o crescimento dela? Quem seria meu parceiro nos cuidados em relação à saúde da minha bebê? Como eu poderia fazer esta escolha e por onde começar? Será que eu poderia mudar de médico, caso não gostasse do atendimento, sem que isto interferisse no acompanhamento dela?

Diante do desafio, sai em busca de informações sobre possíveis pediatras para a Vicky. Verifiquei com o plano de saúde – que a bem da verdade não oferecia nenhuma opção próxima a minha casa. Decidi buscar a ajuda de amigas que já tinham filhos. Conversei com familiares e alguns profissionais até que encontrei alguém que se encaixasse no perfil que eu desejava.

Agora, passados alguns anos desta primeira “aventura” maternal, me sinto segura em lhes oferecer algumas dicas para facilitar a escolha do pediatra que acompanhará seu bebê tanto física como emocionalmente. Outro fator que, também, contribuiu para a elaboração deste texto foi a experiência recente que uma amiga teve com o primeiro pediatra de seu filho, que relatei na matéria:
A história de Lúcia.

Logo de início, já digo que para fazer uma boa escolha você precisará observar alguns itens importantes: como disponibilidade, empatia e até mesmo o espaço físico do consultório.

Confira a seguir um pequeno roteiro que lhe ajudará na decisão sobre qual profissional atende melhor suas expectativas:

1. Você pode conhecer o pediatra antes do bebê nascer: visite alguns médicos durante a gravidez. Um bom bate-papo informal poderá estabelecer uma relação de confiança entre vocês. Lembre que ele será o melhor amigo de seu filho durante muito tempo, principalmente no primeiro ano de vida dele, período em que as visitas ao consultório são mais frequentes.

2. Procurar a indicação de algumas amigas que tenham filhos é super válido. Você também pode pedir a ajuda de seu obstetra, ele poderá lhe indicar algum profissional no qual tenha confiança e já conheça o trabalho.

3. O médico deve ter um excelente conhecimento na área (atualização significa compromisso com a profissão), além de ter muita paciência para atender aos pais e a criançada também. Você também pode verificar se o profissional é credenciado pela Sociedade Brasileira de Pediatria – segurança nunca é demais!

4. A identificação entre você e o pediatra tem que ser imediata. Um profissional que vai além das questões sobre histórico de doenças, mas que também se preocupa em saber como foi sua gravidez, como foram os primeiros dias com a criança e a relação do pequenino com o ambiente que o cerca, mostra que ele está em sintonia com suas expectativas e pronto para ajudá-la.

5. A primeira consulta sempre é mais demorada, pois o médico precisa fazer um exame completo e detalhado no seu bebê. Observe se ele mostra interesse pela criança, este é um ponto determinante para você saber o quanto ele está disposto a ajudá-la, principalmente, em relação às fases do desenvolvimento da criança.

6. A disponibilidade do médico em atendê-la quando sentir necessidade e a facilidade de encontrá-lo (ou alguém de sua equipe) é outro ponto determinante para a escolha do profissional. Lembre que nas horas de urgência a certeza de poder encontrar seu médico lhe trará maior tranquilidade.

7. Pense, também, na questão da proximidade de sua casa. Em cidades grandes com o trânsito complicado, é fundamental ter um pediatra o mais próximo possível, pois na hora da emergência a última coisa que você quer é enfrentar o trânsito pesado para atravessar a cidade e encontrar seu médico. Distância não é questão para se preocupar neste momento.

8. Sabemos que em algumas situações atrasos em consultas acontecem (tanto para médicos como para pacientes), por isso faça um acordo com ele para que vocês possam entrar em contato nessas ocasiões e, se for necessário, realizar um remarque na consulta.

9. Consultórios que possuem brinquedos são de grande valia tanto para distrair a meninada como para o médico observar as relações e reações que os pequenos estabelecem com o meio - isto não significa que o pediatra precisa ser um palhaço ou muito brincalhão com as crianças - o mais importante é notar se ele estabelece uma ligação afetuosa com os pequenos. Observe, também, se o local é limpo (item fundamental no processo), arejado e bem iluminado.

10. O médico deve ser acessível para responder todas as suas dúvidas de maneira simples e eficaz, para que você saia do consultório mais tranquila e segura. Fuja de médicos que têm pressa em terminar uma consulta!

E atenção!
Caso você não se sinta confortável com o médico, não tenha receio em mudar. Isto é muito comum e normal, procure alguém em quem você sinta segurança e tranquilidade. O importante é que este “casamento” seja muito feliz, pois o pediatra fará parte da família por muito tempo.


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