Cordão umbilical – o fio que faz milagres!

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Por: Joyce Trajano



O cordão umbilical é o fio que faz a ligação entre o embrião e a placenta, sendo de existência exclusiva nos mamíferos. É um cordão bem comprido formado por duas artérias e uma veia (feita de um material gelatinoso que têm a função de manter os canais juntos e, também, protege-los e impedi-los de entrar em crise).

Além de garantir a entrada de nutrientes, ele é responsável pela troca gasosa: carrega sangue rico em oxigênio da placenta e leva sangue pobre em oxigênio através das veias para serem eliminados pelos rins e fígado da mãe.

Ele é o canal mais importante de comunicação entre você e o seu bebê, por isso é necessário que esteja aberto enquanto o feto estiver na sua barriga. Em caso de obstruções ou rompimento do cordão, eles precisam ser diagnosticados e tratados urgentemente, pois a sua demora pode causar sérios danos ao bebê.

Mas, calma... um cordão umbilical normal é difícil de romper ou obstruir, justamente pela presença do material gelatinoso que protege seus canais. Somente 15% dos casos de mortes de bebês estão relacionadas a problemas no cordão.

A relação do bebê com o cordão termina no momento do nascimento, quando o médico corta o cordão umbilical. Nessa hora, a reação esperada da criança é o choro, pois a falta de oxigenação (processo antes feito pelo cordão) faz com que as artérias - que servem de via para o sangue que vem do coração para os pulmões - se abram. Assim, o líquido existente nos alvéolos pulmonares deverá ser absorvido para abrir uma via aérea entre a boca do bebê e seus pulmões. Pronto, a partir de agora seu bebê aprendeu a respirar.

E o cordão umbilical? Você sabe o que é feito com ele após o parto? Antigamente, ele era descartado encerrando, deste modo, sua utilidade. Hoje em dia, graças ao avanço da medicina, é possível dar outro destino ao cordão umbilical de seu filho.

Os cientistas conseguiram observar, através de pesquisas realizadas com células-troncos, a capacidade do cordão em se transformar em diferentes tipos de células novas e saudáveis, que podem tratar e até mesmo curar doenças antes consideradas sem esperança, como câncer e leucemia.

Você pode se perguntar por que guardar o cordão umbilical? Porque é nele que encontramos o maior número de células-tronco existentes no organismo. Armazena-lo pode ser uma opção para evitar sofrimentos futuros.

Entretanto, alguns especialistas afirmam que utilizar as células do cordão pode não funcionar, já que as mesmas podem produzir novas células com o mesmo defeito. Outros acreditam que o transplante pode ser realizado com células-troncos de doadores encontradas em bancos públicos.

A discussão sobre o assunto ainda é polêmica. Principalmente, se levarmos em consideração o preço desse armazenamento e se lembrarmos que as células só serão utilizadas em doenças decorrentes do sangue, já que só é feito a guarda do sangue do cordão umbilical.

No Brasil, existem diversas clínicas especializadas que oferecem diversos planos para o serviço de armazenamento do cordão. O custo ainda é alto para os padrões brasileiros, em geral, para o primeiro ano você deverá desembolsar um valor entre R$ 4 mil e R$ 5 mil reais, incluindo coleta, transporte e processamento das células. Após esta etapa, você deverá gastar em torno de R$ 700,00 por ano para a manutenção.

Com certeza, é um assunto que merece uma atenção especial e, também, muita conversa entre todos para decidir aquilo que for melhor para o bebê e a família.

Fontes:
Wikipedia, Pais e Filhos


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