Hábitos alimentares – quando eles surgem?

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Por: Joyce Trajano



É comum entre vários especialistas a defesa de que muitos dos hábitos alimentares que temos tenham surgido durante a gestação ou a fase de aleitamento. A má alimentação da mãe durante a gravidez, assim como certos vícios - tabagismo, alcoolismo, entre outros - são fatores que contribuem para o surgimento de hábitos que, mais tarde, poderão desenvolver problemas como hipertensão, diabetes e obesidade. Em contrapartida, bons hábitos alimentares propiciam a formação de bons hábitos nas crianças.

Para alguns, assim que a mulher decide ter um filho, ela já deveria se preocupar com a alimentação e, a partir daí, desenvolver hábitos alimentares mais saudáveis para que seu organismo possa fornecer os nutrientes necessários para a boa formação do bebê.

Uma gravidez saudável em termos alimentares é aquela que obedece a alguns requisitos básicos como, por exemplo, a ingestão de ácido fólico – responsável por impedir a ocorrência de danos na formação do sistema nervoso do feto, evitando o surgimento da paralisia nos membros inferiores e de problemas mentais.

Além do ácido fólico, outro item importante é o ferro. A presença deficiente deste elemento no organismo aumenta o risco de partos prematuros. Gorduras benéficas, como o Ômega-3, também contribuem para o bom desenvolvimento do bebê. E, logicamente, tudo isso só poderá ser adquirido através de uma dieta balanceada prescrita por um profissional da área, além do uso de alguns suplementos alimentares.

O acompanhamento médico mês a mês durante a gravidez também é muito importante para o controle do peso da mãe, caso ela engorde demais, certamente, o bebê nascerá com tendência a acumular gordura. Ao mesmo tempo, um bebê que nasce abaixo do peso também desenvolverá uma propensão a acumular gordura futuramente, já que seu organismo aprendeu a lidar com a escassez de alimentos, fazendo com que seus genes criem uma programação para utilizar ao máximo qualquer alimento que consumir, e, assim, criar reservas de energia. Então, seu organismo passa a não desperdiçar nada, o que favorecerá o acúmulo de quilos extras.

É de extrema importância que as futuras mamães atentem para o valor que a alimentação saudável e  equilibrada (antes, durante e depois da gravidez) tem para a saúde de seu bebê.

Após o parto, o processo de aquisição de bons hábitos alimentares por parte das crianças continua durante a fase de amamentação. Para que esse período ocorra de maneira tranquila, a grávida precisa se preparar com antecedência. Existem alguns hábitos que podem ser adquiridos - como expor as mamas à luz solar e sensibilizar os mamilos com buchas durante o banho - que evitam problemas como o surgimento de fissuras durante o aleitamento.

O aleitamento é um processo importantíssimo para o bom desenvolvimento do bebê. Além de ser uma fonte rica de nutrientes, ele possui outras substâncias benéficas que protegem o organismo do pequeno contra infecções. A amamentação também estimula as estruturas orais da criança que serão, futuramente, essenciais para a mastigação.

Investir na alimentação e na hidratação são essenciais para a produção do leite, contribuindo inclusive para a quantidade do mesmo. Importante lembrar que a sucção do bebê é a maior responsável pelo volume de leite existente na mãe. Quanto mais o bebê mamar, mais leite ele terá. O tempo ideal para a amamentação é de, no mínimo, seis meses e de maneira exclusiva.

Ah! E quem está amamentando não precisa se preocupar com dietas, já que o próprio ato contribui para o emagrecimento, queimando muitas calorias do organismo da mamãe!!!

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