Lúcia: Um relato sobre a escolha do Pediatra

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Por: Joyce Trajano



Esta é a história de Lúcia*, uma marinheira de primeira viagem com um bebê lindo e maravilhoso, mas com uma experiência nada confortável com o primeiro pediatra de seu menino. Uma história que nos alerta sobre os cuidados que devemos ter quando o assunto é a escolha do profissional que cuidará da saúde de nossos pequenos.

Ela conheceu o Dr. Ci Lada* durante um curso para gestantes. Adorou o médico que foi super simpático e atencioso durante o curso e, por isso, decidiu que ele seria a melhor opção para seu bebê.
Durante os primeiros oito meses de M.* tudo correu muito bem. As consultas de rotina eram normais e apesar de ter muitos clientes e a agenda superlotada, o médico era atencioso. Mas, aos oito meses, M. apresentou um quadro com febre que deixou Lúcia preocupada. Ao procurar o médico para saber como proceder, ela percebeu que algo não ia bem.

Seu primeiro contato foi via telefone, o médico passou as instruções e pediu que Lúcia aguardasse a consulta do dia seguinte. Ao passar pela consulta, ela recebeu todas as orientações sobre como deveria proceder com a criança. O problema era que a febre persistia e o contato telefônico com o médico não era dos melhores. Parecia que ele tinha pressa e pouco ouvia o que Lúcia, ou seu marido, tinham a dizer, chegando a afirmar que ela era “desesperada”. Bastava dar o remédio e aguardar os acontecimentos. Lúcia acabou acreditando naquilo que o doutor lhe dissera e cumpriu todos os procedimentos que ele havia passado.

M. apresentou uma melhora, mas um dia ao voltar da escolinha Lúcia percebeu que ele não estava bem, pois não aceitou o que havia comido – num primeiro momento pensou que fosse por ter recebido muita alimentação das “tias” da escolinha. Mais tarde, o menino voltou a não aceitar a comida, vomitando tudo o que ingeria. Entrou em contato com o médico e descobriu que o mesmo estava de férias, deixando um substituto de sua equipe para atendimentos emergenciais. Ao procurá-lo, ela recebeu todos os procedimentos necessários para os cuidados com o menino.

Apesar de todos os esforços, M. continuou com uma febre que não baixava de jeito nenhum. Para piorar o quadro, ele começou com uma tosse muito forte e a respiração pesada. Novamente, Lúcia procurou o substituto de seu pediatra e descobriu que ele havia viajado para um congresso (bem próximo a um feriado bem comprido!). E agora? O que fazer? A quem recorrer?

Neste instante, Lúcia se lembrou de uma amiga que sempre falava muito bem da pediatra de sua filha. Não teve dúvidas, ligou para ela e pediu o contato da doutora.

Logo de cara, se surpreendeu com a receptividade da médica, já que seu pediatra nunca demonstrava muita paciência ou interesse nos contatos telefônicos. Apesar da hora adiantada, a doutora Ângela* foi muito atenciosa com Lúcia, ouvindo tudo o que ela tinha a lhe dizer sobre os sintomas de M. Ao término da conversa, a doutora transmitiu todas as orientações necessárias e marcou uma visita para o início da manhã do dia seguinte em seu consultório.

Realizados os exames necessários, a Dra. Ângela passou o diagnóstico para Lúcia: o pequeno M. estava com pneumonia e se tivesse demorado mais um pouco o menino precisaria ficar internado. Para Lúcia este foi o pior momento de sua vida, como seu filho estava com pneumonia se havia seguido todos os procedimentos que o pediatra anterior prescreveu? Fatalmente a culpa acabou se instalando em seu coração. Será que havia falhado como mãe? Por que não havia dado mais atenção aos seus instintos do que aquele rótulo de “desesperada” que o médico havia lhe dado?

Após ter realizado todo o tratamento, hoje M. está muito bem e com uma nova médica. Lúcia se identificou bem mais com a doutora Ângela e não teve dúvidas em aceitá-la como seu novo “anjo” na vida de M.
O que mais deixou Lúcia surpresa nesta história toda é o fato do pediatra anterior, ou alguém de sua equipe, nunca ter entrado em contato para saber como estava a saúde do pequeno M.

Por isso, ela recomenda muita atenção e cuidado na seleção do pediatra. Nem sempre as aparências correspondem aquilo que você deseja. Pesquisar durante a gravidez e pegar recomendações de amigas são procedimentos fundamentais para o sucesso na escolha do profissional.

Como mensagem para Lúcia posso dizer que de maneira alguma ela teve culpa no que aconteceu a M. O pediatra deveria ter sido mais cuidadoso e saber que mães são sim “desesperadas” quando se trata de defender suas crias. Faz parte da maternidade, coisa que talvez ele não tenha tido capacidade para compreender.

Para saber mais sobre este assunto, veja a matéria: “Pediatra... e agora como escolher?”

E, se você tem alguma história que queira nos contar mande um e-mail para contato@mylittlevicky.com.br que publicaremos aqui.

(* os nomes citados na matéria foram trocados por questões de privacidade)

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