9 dicas para auxiliar na escolha da escola de seu filho

9 dicas

Por: Joyce Trajano



O que você deseja que seu filho aprenda? Precisa que a escola ofereça período integral? Gostaria que além do conteúdo a escola tivesse formação religiosa?

Estas e outras questões precisam ser bem avaliadas antes que a decisão definitiva sobre qual escola seu filho deverá frequentar seja tomada, afinal o bom desempenho dele dependerá da opção que a família fizer.

Com a oferta dos mais variados métodos de ensino e de atividades extracurriculares, a decisão sobre qual a melhor escola ficou mais difícil. É preciso tomar cuidado com algumas destas propagandas, pois, na maioria das vezes, elas apresentam pouca influência na aprendizagem da criança.

Pensando em facilitar o processo de escolha, selecionamos alguns pontos importantes que precisam ser levados em conta antes da decisão final:

1. A escola enfatiza o conteúdo.

Com certeza, esta escola tem perfil tradicional e conteudista, logo ela cobrará muito do aluno. Se os pais não concordam com essa forma de ensino, então é melhor passar longe desta opção. É importante lembrar que a discordância com o projeto pedagógico da escola fará com que pais e educadores entrem em conflito – o que é um fator estressante para a criança. Outro ponto que deve ser observado: você terá tempo para auxiliar seu filho nas atividades, principalmente nas de casa? Caso a resposta seja negativa, é melhor procurar por outro modelo de ensino que valorize outra forma de aprendizado.


2. A escola oferece período integral.

Para muitas famílias este item é importante, por não possuírem uma rede de apoio (como avós, tios, etc.) que possa ajuda-las durante o dia, para que a criança estude somente durante meio período. Nem sempre é possível arcar com os custos de uma babá para acompanhar a criança até a chegada dos pais em casa. Neste caso, uma escola que ofereça o sistema de período integral é ideal para suprir a necessidade da família.


3. A escola proporciona formação religiosa, além do conteúdo.

Para as famílias que valorizam a formação religiosa, este item deve ser observado com muita cautela. Colocar a criança numa escola que seja laica pode causar alguns conflitos entre família e escola, uma vez que as discussões sobre os diversos tipos de visões religiosas são feitas de maneira aberta. É preciso que a família avalie o peso que a formação religiosa tem para o desenvolvimento da criança.


4. A escola possui espaço físico amplo.

Para os pais que valorizam a questão do espaço físico, é preciso observar a forma como esse espaço é utilizado. Não adianta apresentar um espaço excepcional se não há oferta de atividades que o aproveitem, deixando as crianças concentradas em apenas um ou dois pátios, por exemplo. Outro ponto importante que deve ser observado é a conservação e manutenção dos brinquedos. Questione também como é feita a divisão do intervalo/recreio dos pequenos e quais faixas etárias ficam juntas.


5. A escola é próxima do trabalho ou de casa.

A distância da escola é um fator muito importante na escolha da escola. Não adianta ela oferecer todos os itens que a família almeja para o desenvolvimento da criança, se ela for distante da casa ou do trabalho de um dos responsáveis – principalmente no caso das famílias que residem nas grandes metrópoles. Em caso de urgência, a distância é um fator complicador, principalmente por conta do trânsito. Ressaltamos que não tem sentido permanecer horas preso no trânsito com a criança.


6. A escola é bilíngue.

Para muitas famílias este é um item importante. Mas, estudar numa escola bilíngue exige mais disciplina e dedicação da criança. Muitas vezes, isso acaba sendo um complicador no aprendizado, pois a criança pode apresentar um atraso na fala, além da troca de palavras. Se a família não tem a intenção de morar fora do país, o ideal é colocar a criança num curso de idiomas a parte – fora da escola-, onde a dinâmica do aprendizado é diferente e menos estressante para o pequeno.


7. A escola é de porte grande ou pequeno.

A primeira coisa a pensar é como a família deseja que a criança seja recebida na escola. Geralmente, escolas grandes não conseguem oferecer o acolhimento adequado e isso faz muita diferença, dependendo da personalidade da criança. As escolas pequenas possuem um acolhimento melhor. Porém, a criança será chamada mais vezes para participar das atividades e se ela for tímida, isso pode se tornar um problema.


8. Escola pública ou particular.

O primeiro item para ser avaliado nesta questão é o bolso. Se a família possui condições de oferecer um ensino particular, então o ideal é fazer o investimento naquela que oferecer o melhor tipo de atendimento para a criança – e que esteja dentro dos padrões da família. No caso, da opção ser por uma escola pública – por questões financeiras ou ideológicas –, o ideal é procurar por aquelas que sejam bem conceituadas e ofereçam a estrutura que a família deseja. Ainda é possível encontrar excelentes escolas públicas, mas, vale lembrar que nem sempre a escola possui a estrutura de uma particular. O sucesso deriva da dedicação e do trabalho dos profissionais envolvidos com a formação dos pequenos.


9. A escola oferece alimentação especial.

Caso a criança precise de uma alimentação especial, pois não pode ser exposta a determinados tipos de alimentos, isso precisa ser discutido com a escola. É importante verificar se a escola está disposta a auxiliar a família nesse quesito. Em caso negativo, o melhor é escolher outra escola.

De qualquer maneira, a família precisa observar se a escola é aberta ao diálogo. De nada adianta oferecer um milhão de coisas, se as portas para a família ficarem fechadas – da mesma forma, a família também precisa estar aberta ao diálogo.


Escola e família são parceiras na formação do indivíduo e precisam caminhar juntas para o sucesso do pequeno.


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